Ciência na Cultura

BANHO DE LUA…

Já parou para imaginar para que diabos serve a Lua?

A Lua é nada mais, nada menos que a razão de nós existirmos. Exagero?! Não! Nenhum pouco! O satélite natural da Terra é responsável por manter a ordem no planeta. Enquanto a “pequena e distante esfera” passeia ao redor da Terra ela mantém a gravidade e os eixos de rotação do planeta.
Sem a Lua o planeta ficaria girando inconsciente ao seu redor (viveríamos bêbados… Que coisa não?), a duração dos dias seriam variáveis, a temperatura seria um caos em todo globo terrestre… Haveriam gigantescas geleiras comparadas as da Era do Gelo em um hemisfério da Terra, e no outro incontáveis dias de um verão interminável, sem falar que os pólos viveriam constantemente apontados para o sol.

Provavelmente sem a nossa querida Lua a vida não seria possível. Pelo menos a evolução do homem como conhecemos seria improvável e animais aquáticos reinariam sobre o planeta. Como a Lua também é responsável de controlar as marés, seria uma controvérsia chamar o planeta de Terra, pois estaria coberta de água por toda parte.

Como deu para perceber a Lua é o ponto de equilibro da Terra. Sem a Lua não existiríamos, pelo menos não como seres humanos…

Mas… Será que nosso satélite irá permanecer intacto durante toda eternidade? Há estudos que comprovam que a Lua está se afastando de 1 a 3 centímetros por ano da Terra! Em poucos milênios o satélite se desprenderá da órbita terrestre e ficará vagando solitário pelo espaço. E aí será nosso fim?

Bom, ainda há uma salvação. Cientistas norte-americanos pesquisam a possibilidade de atrair um satélite de um planeta vizinho. Pensam em umas das luas de Júpiter. Parece impossível? Sim, parece. Mas até alguém pensar em algo melhor, ficamos nas mãos dos cientistas visionários…

Por Débora Nunes, Bolsista do PET-Física UFRPE (6ºP) e Secretária da SAR


 

O AQUECIMENTO GLOBAL E O PAPEL DA CIÊNCIA

 

Fenômenos naturais como o aquecimento global (aumento da temperatura média do planeta terra) vem sendo debatidos com muita frequência na atualidade, em todos os países, pela comunidade científica.

O que de fato tem sido comprovado mediante estudos realizados pelo Painel Intergovernamental sobre mudanças climáticas da ONU (IPCC) é que a ação desordenada e inconsequente do homem sobre o meio ambiente é o principal fator para que as consequências do aquecimento do planeta – derretimento das calotas polares, desequilíbrio do ecossistema, elevação do nível dos oceanos, quebra de safras agrícolas, aumento do número de furacões e tornados – venham sendo aceleradas e percebidas de maneira mais evidente pela humanidade.

Em contrapartida, o argumento utilizado pelos capitalistas mundiais, grandes monopólios industriais e todos aqueles que se servem da espoliação dos recursos naturais para manter seus lucros, é que um fenômeno natural, o efeito estufa, e não uma ação antropogênica (humana) seja o maior responsável pelas mudanças da natureza que ameaçam a existência de vida no planeta terra.

O efeito estufa também é um fenômeno natural, semelhante a uma estufa de vidro, que retém o calor emitido pelo sol na atmosfera. É muito importante para a vida humana, uma vez que sem ele não seria possível a vida terrestre, pois que mantém o planeta em temperatura habitável. No entanto, o aumento excessivo desse efeito na atmosfera faz com que a radiação infravermelha fique retida na terra, causando assim um aumento na temperatura média terrestre. Isto ocorre devido à maior concentração de gás carbônico (CO2) na atmosfera, o qual – segundo comprovaram estudos científicos – resultante da utilização de combustíveis fósseis (carvão, petróleo etc.), da industrialização e da queima de florestas.

Segundo o astrônomo amador da Sociedade Astronômica do Recife (SAR) Albuquerque Ishiguro, “do início da revolução industrial (1780) até os dias de hoje, a temperatura média da terra elevou-se, em um curto período de tempo, de maneira extremamente superior ao período antecedente, cerca de 4,56 bilhões de anos”.

Os dados alarmantes não param por aí. Estudos sobre o derretimento das calotas polares são realizados em vários países, onde os cientistas analisam a qualidade do ar através das bolhas de ar do gelo, em diferentes eras geológicas, com o objetivo de identificar a proporção dos componentes químicos presentes em cada período.  O resultado tem sido de que os mesmos componentes em épocas  anteriores, tais como monóxido de carbono, dióxido de carbono, dióxido de enxofre, metano e outros gases presentes na atmosfera – todos são tóxicos – encontram-se hoje em concentrações extremamente superiores, devido à queima excessiva de combustíveis fósseis pelos países capitalistas desenvo lvidos e o desmatamento desenfreado como fonte de lucro.

 

As soluções que o capitalismo tem apontado é a realização de conferências, como a que ocorreu em  dezembro de 2009, na cidade de Copenhague, Dinamarca, a COP 15, cujo  resultado foi apenas uma declaração de princípios, onde nem sequer se fez menção a metas para reduzir o efeito estufa. Segundo a ONU, até o fim do ano serão lançadas as bases para um novo tratado climático em mais uma conferência,  a COP 16, dessa vez na cidade de Cancún, no México, prevista para o período que vai de 29 de novembro a 10 de dezembro próximo.

No capitalismo, crescimento econômico e interesses sociais são antagônicos, opostos. Para que as indústrias e países sejam considerados desenvolvidos, é necessário destruir biomas inteiros, praticar o genocídio de animais, destruir o clima das regiões e embaraçar o ciclo da vida e do ecossistema.

No capitalismo, não é crime matar milhões de pessoas e ameaçar a vida de todas as outras para que o lucro seja maior. Não é crime nem desrespeito os países imperialistas invadirem outros países (Afeganistão, Iraque) para se apropriarem de petróleo. A lógica capitalista é totalmente oposta às necessidades e prioridades sociais, e a ciência não deve caminhar por essa estrada, deve cumprir seu papel, o de proporcionar uma melhor interpretação da realidade, ampliar nosso conhecimento de mundo, e, dessa forma, apontar os melhores caminhos para os desafios da sociedade e do povo.

No socialismo, teremos uma produção científica que caminhará ao lado das prioridades sociais, de modo que a natureza será preservada em consonância com o desenvolvimento social, humano e tecnológico do país.

Matéria Publicada no Jornal A VERDADE nº122 – Novembro de 2010 e disponível no link do site http://www.averdade.org.br/modules/news/article.php?storyid=657


Lidiane Monteiro, Coordenadora-geral do DA Física UFRPE (3ºP) , Tesoureira do DCE-UFRPE e Vice-Tesoureira da SAR


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